não posso dizer que ainda tenho algum tesão por isso aqui. a correria vai comendo, devorando, destruindo qualquer intenção de juntar meia dúzia de palavras sobre o nada só para desopilar. fazer o quê? seguir em frente. não, não. não parei no tempo. pelo contrário. saí correndo pra recuperar lá no fundo do meu ser um resquício de algo que vinha definhando há muito tempo. sabe quando seres malditos sugam sua energia até o limite de sentir um nada? é um círculo vicioso que persegue a gente sob a desculpa da necessidade. ninguém precisa de nada nunca, de quase ninguém. elas fervem. as idéias fervem na mente enlouquecida que voltou a ouvir o pink noise incessante no escuro. silêncio. impossível. barulho necessário para produzir o elemento que não permite parar. é química.
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