verborrágico
“perde-se mais por indecisão do que por decisões erradas.”
vai ficando, vai pensando, vai tentando. o preço é caro e não está na etiqueta. o mundo anda. morra com suas palavras caladas e dentes cerrados e língua perigosa. deixa a sombra tomar conta.
acho que foi o tempo das palavras de baixo calão, do jeitinho de moleque folgado, escrotinho, capaz de dar porrada, quebrar os dentes do maluco e sair correndo. foi nada. cada um à sua maneira. fica aí, serzinho minúsculo, ruminando seus sentimentos impuros. vai morrer engasgado à espera de uma bicuda do lado esquerdo do peito com as costelas torcidas à imagem e semelhança do velho moribundo que não retornou do coma e chega ao caixão pelas mãos sensíveis do moço de branco interessado em mais um tostão. mais a atropina. um, dois, três, respira. mais atropina. um, dois, três, respira. mais atropina. um, dois, três, respira. morreu.
e que a paz do senhor esteja com todos vocês.
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