o muro é alto
outro dia mandei um email para uma pessoa muitíssimo querida. acho que extrapolei um pouco nas minhas reflexões, mas tudo certo porque ela me conhecem bem. tento entender, mas não posso aceitar como as pessoas se machucam quando a gente entra com os dois pés no peito, falando alto e questionando seus valores. as pessoas se encontram com aqueles sorrisos e palavras e brincadeiras fazendo que está deixando as diferenças de lado. mentira. falsidade. não dou a mínima. fazem a maior barraco no telefone sem fio defendendo seus próprios interesses e criticando o melhor que o outro quer fazer. na cara, ninguém diz nada. mentira e falsidade. ainda digo, não é nem no aperto que agente separa quem é quem. é na capacidade de ser fiel à sua família e parar a própria vida pra se colocar na frente na bala. é a vida dura, fria e cruel que pouca gente se permite conhecer. sem ressentimentos.
sobre sopranos, o primeiro episódio foi curto. tudo ao mesmo mesmo tempo, tenso, muito tenso. todo mundo sabia o que ia acontecer. e aconteceu sem aquela frescura de filminho de suspenso. coisa de diretor e roteiro fodas que sabem o que estão faendo. não sei dizer se é o melhor ator, mas está no top 5, com certeza. uncle jun é foda. o velhinho bonitinho e coitadinho é muito foda. velho ruim, calculista e tremendamente sóbrio, pelo menos enquanto não era senil. o último episódio foi longo. demorou pra acontecer e até agora eu acho que não aconteceu. toda aquela viagem do coma ainda está confusa na minha cabeça. as vozes diferentes, os lugares, os nomes, as pessoas... a guerra vai começar. revendo todos os capítulos, dá pra imaginar quem vai ser quem e quem deve fazer o que. em quem vai ser aquele tiro?
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