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18 de mai. de 2006

senso comum

começou com um amigo meu. nem dei muita atenção porque afinal de contas eu sempre fui contra. sempre preguei o não a esse tipo de coisa que só ajuda aos maus de coração encher a bunda de dinheiro. confesso que uma vez experimentei. me dei bem. me chamaram para prosseguir naquilo, pois meu desempenho foi melhor que o de muita gente. ok, fui e gostaram de novo. mas no terceiro chamamento me mandaram à pqp e abri mão daquela vida cheia de usufrutos que muitos buscam e poucos alcançam.

mesmo com essa mancha em meu passado, continuei dizendo aos quatro ventos que era contra, que era uma vida menosprezada, que isso só leva a gente pro mau caminho, que de uma hora para outra a gente acabaria se vestindo como eles, agindo como eles, falando como eles...

eis que o telefone toca tarde da noite. uma tia que experimentou, gostou e toca a vida desse jeito sem preocupar com o que os outros pensam quer que eu experimente de novo. não sei. talvez. sobe lua, desce lua, sobe sol. o telefone toca cedo da manhã. é engano.

horas depois, começa a chover gente interessada. irmã, pai, mãe, cunhado... o mundo está perdido, mas eu não vou me render.

ok, me rendi. mas vamos deixar as coisas bem claras. só me entreguei porque me convenci que esta é a única forma de mostrar ao mundo todo meu talento para ser o que eu bem entender sem me preocupar com o que os outros pensam. eu vou ser funcionário público.

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