efêmero
se eu realmente acreditasse em inferno astral, não acreditaria na teoria de que todas as pessoas do mundo nascem com 50% de sorte e 50% de azar, menos eu e as pessoas que se aproximam de mim. mas qual é o problema disso tudo? nenhum porque outro dia eu pisei na merda saindo de casa. na verdade, escorreguei na merda, deslizei no coco. se alguém me disser que isso dá sorte, eu mando limpar todos os buraquinhos da sola do meu tênis com palito de dente.
a vida anda, quer dizer, continua. nada de novo que não seja mais do mesmo, pra melhor e pra pior. me meti num projeto interessante pra dedéu e todas as segundas e terças à noite passo de duas a quatro horas ouvindo histórias sobre a vida e sobre a morte. é estimulante, depressivo, animador, desesperador... se tudo vai acabar bem? só deus sabe. a gente sabe que vai acabar, um por um, porque ninguém morre de véspera e a vida urge e a gente tem mais é que correr pra tentar fazer dar certo. vai um café?
no mais, é só estresse e falta de tempo pra viver como a gente gostaria. mas a gente sobrevive porque a gente é descartado da vida dos outros como bituca de cigarro. e quem se importa? sendo assim, só resta dizer que tudo nessa vida é efêmero, e você também, como diria o velho e bom tigre tony.
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