do nada, ele saiu correndo. ningu�m entendeu nada. n�o tinha bebido mais que duas ou tr�s latas de cerveja. normalmente s�o seis, sete, oito... mas ele saiu correndo, dobrou a esquina e sumiu. alguns tentaram ir atr�s. n�o deu. ele corria muito. ningu�m entendeu nada. talvez nunca entenderiam. passou a noite toda quieto, falando o m�nimo. talvez nem estivesse ouvindo. nem o papo e nem a m�sica. talvez nem estivesse ali. eram tr�s da madrugada, se n�o engano. ele pediu mais uma lata, deixou vinte reais em cima da mesa e foi pra porta. ningu�m entendeu. sentou na sarjeta e ficou ali bebendo sozinho. terminou de beber, levantou, olhou pra dentro. pra ela. ela ria, como sempre ria. e ele olhava, s� olhava. foram quase cinco minutos im�veis, olhando pra ela. do nada, saiu correndo. e ningu�m nunca mais viu ou ouviu falar dele. nem dela.
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