porque quando a gente que pensa vai, n�o vai. e parece que est� tudo certo, que o caminho � esse e pronto. n�o � bem assim. nunca � bem assim como a gente pensa ou imagina. vale tentar a sorte e deixar pra tr�s o preju�zo de tanto tempo? nem ferrando. talvez entrando na fila do bra�o de ferro a perdas n�o sejam t�o grandes. se vale a pena eu n�o sei. ningu�m sabe. acho que � melhor esperar mais um pouco. a corda vai estourar pra algum lado. a d�vida � se vai sobrar sangue frio pra ouvir de boca fechada. n�o sei se isso j� aconteceu. assim t�o perto do limite eu n�o lembro. e eu imaginava que o limite fosse muito menor. ficou pra tr�s faz tempo. � engra�ado como eu consigo ser est�pido quase escroto naturalmente, sem qualquer esfor�o. eu n�o preciso pensar muito pra isso. � s� repetir o que vem l� de dentro. cabe�a, cora��o, intestino. de qualquer lugar. � s� repetir. nisso eu costumo ser bom.
sou pivetinho de natureza. heran�a de pai e de m�e. sou cora��o duro e manteiga derretida. tudo por muito pouco. e por pouco tempo. o melhor lugar da mesa � o que voc� enxerga todo mundo e n�o precisa falar com ningu�m. o maior esfor�o � virar o copo, a caneca ou chamar o gar�on. t� bom, no m�ximo esticar o bra�o pra pegar uma batata frita. e sair andando nem dizer tchau.
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