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17 de jan. de 2004

alone in the dark

eu gosto de ficar sozinho, desde que tenha algu�m do meu lado. o rel�gio no meio da rua diz que � quase 21h00. est� fazendo 20 graus e um garoa fina cai de n�o sei onde porque o c�u nem tem tanta nuvem assim. eu gosto de sentir esse frio do vento na minha cara � noite. meia hora de �nibus ate a paulista. mais meia pra resolver umas coisas na rua e voltar pro ponto. o tempo, a garoa e a falta do que fazer s�o quase um convite. e a lembran�a. h� quatro meses, eu vagava por um lugar que nunca imaginei poder chegar. o tempo era o mesmo. a temperatura era a mesa. a sensa��o era a mesma. eu sa�a pra andar feito um mendigo sem ter pra onde ir ou o que fazer. parava numa pra�a escura e fica sentado ou encostado ali por horas, olhando pro nada, pensando em tudo e com uma lua do tamanho do mundo em cima da cabe�a. 22h00. sempre achei a noite a melhor hora pra se andar por a�. pra�a da s�, pra�a da rep�blica e paulista s�o os melhores lugares pra se vagar pela noite. mas eu vou pegar o �nibus. pelo menos um que pare mais longe pra eu poder andar uns metros a mais.

se um dia eu ficar trilhon�rio eu vou comprar os puteiros que ficam na frente do monumento da independ�ncia e transformar aquilo nuns bares cults muito da hora. a� esse lugar ia virar uma tro�o pra gringo nenhum botar defeito. de um lado da pra�a ficam os botecos risca faca tocando pagode, forr� e outras coisas do g�nero. do outro iam ficar meus bares tocando rock. um ia ser meio arrumadinho, outro mais ou menos e outro bem underground com baratas passeando entre as mesas. diz a� se eu n�o ia ficar mais rico ainda e se o lugar n�o ia ser o point de s�o paulo. 3 bares cults em frente ao monumento do ipiranga. da� que pra chegar em casa � s� mais cinco minutos a p�.

se em cinco minutos eu fiz tudo isso, imagina se eu decido voltar a p� da paulista. a� que, definitivamente, eu gosto de ficar sozinho, desde que esteja bem acompanhado.

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