a primeira vez que ouvi falar desse livro era um tipo de revolu�ao anti drogas. nao leia, nao fume, nao beba. ou leia, fume e beba, at� cheire, mas morra sem encher meu saco. ou sei lah o que. todo mundo sempre tinha e tem uma opiniao a favor ou contra christiane f. mesmo sem nunca nem ter olhado a capa do livro. puro senso comum.
eu vi o filme. melhor. eu comprei o filme (com clip do bob dylan cantando hero em ingl�s com frases em alemao). certas fitas a gente tem que ter.
alone in the dark
o filme � tao escuro quanto banheiro com luz apagada � noite. muito escuro. o que gera um ar mais curioso do que sombrio, jah que a gente passa o tempo todo tentando sacar o que se passa sob a penumbra. � obvio que foi proposital e, pra ser sincero, funciona. ulrich edel, o diretor, mostra o que pode e o que quer. dah varios tapas na cara dos metidos a moderninhos e cospe na testa dos mais babacas e puritanos. � realidade quase nua e quase crua. sei de algumas gentes que se olhariam no espelho por ali. e de outras que nem a morte resolveria porque ficaria enchendo o saco do capeta at� ser expulso do inferno.
a interpreta�ao nao � das melhores, mas resolve. a historia � basica e real, mas nem chega perto daquelas babaquices melosas do supercine. pelo contrario, � germanismo puro. natja brunckhorst dah um show como christiane f. come�a com uma carinha de anjo e termina como um cao chupando manga. cabelos vermelhos pela metade, branca demais, olheiras profundas e louca de tudo. sem defeitos e eu curto esse estilinho trash.
christiane f. tinha 13 anos. uma garotinha besta como qualquer garotinha de 13 anos e bonitinha, muito fan de bob dylan, diga-se de passagem, resolve aprender a curtir a vida. nao, nada de drogas. isso � coisa do diabo. nao, nada de bolinhas, maconha, heroina........ nada, nunca. � sempre assim. e me dah um pouco que eu soh quero experimentar. voc� nao. foda-se. toma...
overdose de real life
eh soh vida real. a historia vai por onde todo mundo espera. o grande lance do filme eh que o edel consegue te colocar dentro de um banheiro nojento da esta�ao central de berlim ou no carro de um velho escroto pedindo e pagando por uma punheta. tudo por um pico. a vida por um pico. e � por isso que o filme funciona, ou funcionava em 1982. na real, nao sei se eh mais ou menos que o pop �diario de um adolescente�, mas funciona. seja la pra que, mas funciona. pode ser questao de gosto, ou de �poca. soh sei que vale a pena.
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