passei 10 horas do meu precioso domingo pintando as paredes do meu ap. pra no final do dia ver que uma das cores ficou muito mais escuro do que a gente queria. Terminei o final de semana literalmente quebrado. bra�os doloridos, m�os ardendo e com pr� forma��o de bolhas, pernas... bem, n�o sentia minhas pernas j� havia umas duas horas. acordei na segunda com cara de c�o do avesso chupando manga. olheiras mais profundas que poema de vin�cius de moraes, c�rebro escorrendo pelo nariz e barba sem fazer, que n�o fiz e nem sei quando farei. lindo isso, n�o? nope, � quase deprimente. na minha humilde an�lise superficial, esse estado deplor�vel do meu ser n�o passa de um efeito retardado. passei tanto tempo cheirando, lambendo (sim, lambendo) e convivendo com as mol�culas coloridas da suvinil que quando me afastei tive uma crise de abstin�ncia. sabia que a tinta azul cheira melhor que a branca?
lambendo tinta
(n�o fa�a isso sem a supervis�o de um adulto)
sabe aquela brincadeira de colocar o dedo indicador em algo que n�o deve (tinta, por exemplo) e, pra tirar com a cara dos outros, voc� coloca e tira bem rapidamente o dedo do meio na boca? fa�a isso, todo mundo fica de boca aberta e se perguntando por dias como � que voc� teve coragem de fazer isso. mas...
ent�o, o deds, esperto como ningu�m, fez isso. falou pra gis.1 �olha s� o que eu fa�o�. mergulhou o dedo indicador na lata de tinta, tirou e rapidamente (porque se for devagar n�o tem gra�a e todo mundo percebe a brincadeira) colou o dedo do meio ( _I_ ) na boca. deds s� n�o viu que o tal dedo do meio, que deveria estar limpo, tinha mais tinta que o indicador. assim, deds ficou sabendo que tinta (pelo menos a suvinil) n�o tem gosto de nada, mas deixa a l�ngua colorida sem afetar as papilas gustativas.
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