uma mensagem para uma garota perdida
devo lhe dizer que seu post a meu respeito gerou uma s�rie de problemas em minha vida pessoal (como se alguma vida n�o fosse pessoal). minha irm� do meio, aquela mesmo que por influ�ncia da minha little sister se perdeu em seu blog, organizou um levante com suas colegas de trabalho, que se revoltaram com o coment�rio que te fiz sobre tais figuras oriundas de alguma s�rie especial do fant�stico sobre dinossauros.
hoje, escrevo da �nica lan house existente no submundo de angola para dizer que sou um refugiado. sim, sou um refugiado.
acontece que, ap�s ler seu post , minha irm� deu in�cio a uma articula��o feroz cujo alvo era minha j� n�o t�o estimada pessoa. ela ligou para uma coelga, depois para outra e para outra e assim sucessivamente. quando o dia amanheceu, descobri que funcion�rios p�blico abrem algumas excess�es para levantar cedo e fazer alguma coisa que preste. em frente ao pr�dio onde moro havia uma multid�o de senhouras gordinhas sob vestidos floridos e um coque milimetricamente circular no alto da cabe�a. o que me surpreendeu mesmo foi a presen�a do sexo oposto desta esp�cia longe da extin��o. eram alguns homens de bigode amarelado, barba p�ssimamente feita, cigarro no canto da boca e uma carequinha rid�cula. ao abrir a janela do quarto, ouvi uma voz feminina (tenho certeza que foi minha irm�, mas ela jura que n�o foi) "olha ele aliiiiiiiiii". a multid�o enfurecida gritou: "����������������. uh vai morr����, uh vai morr����, uh vai morr����". fiquei boquiaberto diante daquele cen�rio e, por cinco segundos, permaneci im�vel. s� acordei daquele momento "slowmuch" quando um tomate podre atingiu minha orelha esquerda. tenho quase certeza que tamb�m foi minha irm� que atirou o tomate, mas ela jura que n�o foi. na seq��ncia, voaram na minha dire��o ovos crus e cozidos, alface, beringlea, beterraba. at� um gato que passava por ali saiu voando.
fechei a janela e fiquei ouvindo a multid�o gritando palavras de baixo escal�o e frases de efeito contra minha humilde pessoa. liguei imediatamente pra gis.1, que acionou nossos contatos nacionais e internacionais. em dois minutos juntei meus objetos pessoais e j� estava fugindo pela rede de esgoto do pr�dio. na sa�da combinada, billy paul mcinsky me aguardava ao volante de um furg�o preto sem janelas. entrei, me limpei com um pano �mido que encontrei na caixa de ferramentas, troquei de roupa e fui para o aeroporto. sim, aeroporto. e tamb�m n�o entendi o porqu� de me tirarem da cidade.
a caminho do aeroporto descobri que a situa��o era muito pior do que meus humildes miolos imaginavam. a noticia do seu post se espalhou por todas as reparti��es p�blicas deste brasil varonil e todos os funcion�rios p�blicos do pa�s estava � minha ca�a. eu precisava ir para longe, bem longe. assim, cheguei em angola e aqui estou � espera de not�cias de quando poderei voltar � vida normal. gis.1 deve chegar nas pr�ximas horas trazendo novidades.
e pensar que tudo o que eu queria era ajudar uma garota legal a n�o se tornar uma pessoa pior, quer dizer, diferente. (ouviram? eu disse diferente e n�o pior) essa foi a minha recompensa. c� acha?
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