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23 de dez. de 2002

ainda em bras�lia
volto ao tema devido aos pedidos (via email, porque t� cheio de neguinho que n�o gosta de fazer coment�rio por aqui)
Depois da intermin�vel entrega de pr�mios, acho que algu�m colou nas minhas um papel dizendo "eu sou amigo das tiazinhas". N�o deu dois minutos e um monte de m�es veio falar comigo:

m�e1: me diz uma coisa, quantos anos voc� tem?
deds: 23.
m�e1: ahhhhh, eu sabia. Voc� me lembrou tanto meu filho.....

m�e2: de onde voc� �?
deds: de s�o paulo.
m�e2: puxa, que legal. sabe o que �? Minha filha tem 16 anos, ela � modelo e quer ser jornalista.......

um monte de m�es juntas em volta de mim: ...........
Elas n�o disseram nada, s� fizeram um roda em volta de mim e ficaram me olhando e sorrindo. Comecei a ficar assustado.
N�o me pergunte como, s� sei que consegui sair do meio daquela roda e fui respirar um pouco do lado de fora do pr�dio do Minist�rio da Justi�a.


que horas � seu v�o?
L� pelas 16h30, come�aram a perguntar sobre a hora da volta do v�o. O de um era �s 19h, o de outras �s 18h30, o pessoal de Minas viajava �s 20h. "E o seu, deds?" O meu? N�o sei. E n�o sabia mesmo. Nem me liguei, mas a passagem da volta estava no mesmo envelope da ida, um que eu s� n�o joguei fora porque pensei em levar como prova de que eu andei de avi�o. A van que ia levar o pessoal pro hotel chegou, lotou, foi embora e eu fiquei. E eu doidinho pra correr pro hotel e ver a hora do meu v�o. Uns 15 minutos depois, chamaram outro carro. Chegou, lotou, foi embora e eu fiquei. Caceta! Seu burro, porque n�o olhou no envelope? S� consegui voltar para o hotel �s 17h30.

no hotel
Entrei no quarto e fui direto procurar a tal passagem. Hor�rio de embarque: 20h15. Ufa. A �ltima van pro aeroporto s� ia passar �s 19h. Tomei uma ducha, desabei na cama, liguei a tv e passei meus �ltimos instantes em Bras�lia vendo "Anos incr�veis", era a �nica coisa assist�vel naquele hor�rio.

o ataque das tiazinhas, parte 2
19h eu entrei na van, abri a janelinha e, quando eu olho pra fora, vejo aquele bando de tiazinha vindo na minha dire��o. "Olha ele ali!!!!!", "Mas j� vai?", "Que pena". N�o deu tempo de fechar a janela. Elas colaram ali do lado e come�aram... "A gente t� aqui enrolando por causa do abacaxi" Abacaxi? Que abacaxi? "� que a� a gente chega em casa (elas eram Santa Catarina) na hora que o homem do abacaxi est� abrindo e pega uns abacaxis fresquinhos. Voc� n�o quer abacaxi?" (Elas diziam isso com aquela cara de quem vai destro�ar o primeiro abacaxi que passar pela frente) Nnnn�o, muito obrigado. Nessa hora o Rivelino, motorista da van, liga o motor e salva minha vida. Quase n�o tive coragem, mas olhei pra tr�s e elas ainda estava l�, dando tchauzinho.

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